RIO - A plataforma P-35, localizada no Campo de Marim, na Bacia de Campos, teve a produção paralisada na noite de quinta-feira, por determinação da Marinha do Brasil. O órgão fiscalizador da Marinha não renovou a licença de operação da embarcação, expirada no último dia 30, porque não foi solucionada uma pendência de manutenção no gerador de emergência, que está fora de funcionamento há quase um ano.
O Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense) foi informado por trabalhadores da unidade de que a plataforma tem utilizado um gerador reserva alugado, que não tem acionamento automático como o de emergência.
A assessoria de imprensa da Petrobras informou que o certificado técnico de manutenção do gerador já foi emitido e que a plataforma aguarda apenas a vistoria da Marinha para voltar a sua operação normal.
A P-35 é a mesma plataforma onde 22 trabalhadores foram intoxicados por monóxido de carbono (CO) em 26 de setembro passado. Na época do acidente, a Petrobras manteve a plataforma funcionando com 194 petroleiros a bordo, que continuaram a produção de petróleo na unidade, de 60 mil barris/dia, com a utilização de máscaras de gás.
Na próxima terça-feira, órgãos fiscalizadores farão vistoria na plataforma, para avaliar o pedido de interdição da unidade feito pelo sindicato junto à ANP (Agência Nacional do Petróleo), MPT (Ministério Público do Trabalho), SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego) e Marinha.
Segundo o coordenador geral do Sindipetro-NF, José Maria Rangel, “para manter a produção, a Petrobras tem exposto trabalhadores a riscos criminosos”.
De acordo com a FUP (Federação Única dos Petroleiros), 309 petroleiros morreram em acidentes de trabalho no Sistema Petrobras desde 1995. Em 2011 já chega a 15 o número de mortos.
Fonte: O Globo
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