O acidente de trabalho que matou o atendente Carlos Eduardo Carvalho,
16 anos, na tarde de quinta-feira (10), dentro do Shopping Curitiba,
está sendo investigado pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a
Saúde (Nucrisa). Carlos era funcionário do Cinesystem e caiu de uma
altura não divulgada, na área restrita aos funcionários. Ele foi
socorrido por uma ambulância que atende ao shopping e encaminhado ao
quartel da Polícia Militar, de onde seria levado de helicóptero a um
hospital. O adolescente, porém, não resistiu e morreu dentro da
ambulância.
A delegada Paula Brisola, do Nucrisa, explicou que várias perícias e
procedimentos podem ser solicitados. O principal deles é informar a
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, para que faça as
devidas verificações junto ao empregador e no local de trabalho. Na
sequência, os laudos e levantamentos da superintendência devem ser
encaminhados à apreciação de um engenheiro de medicina do trabalho e à
Promotoria da Saúde do Trabalho. O Instituto de Criminalística também
poderá ser acionado, para que faça um levantamento do local do acidente.
Ainda de acordo com a delegada, o empregador de Carlos Eduardo deverá
ser indiciado no inquérito. "Por lei, o empregador é obrigado a fornecer
equipamentos de segurança, bem como fiscalizar se o funcionário os está
utilizando. Normas técnicas determinam quais equipamentos devem ser
utilizados de acordo com as diferentes situações de trabalho", explica a
delegada. A investigação irá verificar se o atendente estava usando
equipamentos de segurança.
Fonte: PARANÁ ON-LINE
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