Segundo um novo estudo, alcançar equilíbrio entre trabalho e vida pode
ser mais importante para o trabalho do que se pensava; parece ter um
impacto significativo sobre o quão seguras as pessoas estão no trabalho.
A pesquisa da Universidade da Geórgia descobriu que ações tomadas ou
não tomadas no nível organizacional, como criar políticas que fazem os
funcionários se sentirem seguros, pode definir o cenário para lesões ou
ajudar a preveni-las.
Com base em dados de 2002 do Instituto Nacional de Segurança e Saúde
Ocupacional dos EUA, a pesquisa mostra que o risco de lesões sobe 37% em
funcionários cujo trabalho interfere na vida familiar, ou cujas
obrigações familiares afetam o desempenho no trabalho.
“Nós costumávamos pensar que o trabalho era uma coisa e a família era
outra, mas agora há uma percepção de que o equilíbrio entre trabalho e
vida afeta o desempenho e a produtividade”, disse Dave DeJoy, um dos
autores do estudo.
Porém, os resultados da pesquisa não dizem o por quê. DeJoy teoriza que
isso é devido a coisas como a distração, cansaço e estresse, mas mais
pesquisas devem ser feitas para determinar as causas exatas por trás do
risco acrescido de lesões.
A força do pensamento também conta. O estudo mostra que percepção pode
ser realidade. Os funcionários que percebem seu local de trabalho como
seguro diminuem a probabilidade de lesão em 32%.
Embora algumas ocupações claramente apresentem um risco maior de lesão,
o estudo examinou uma amostra diversificada de ocupações e grupos de
trabalho, de escritórios a fábricas, para chegar a suas conclusões.
“Isso mostra que fatores de segurança são importantes em todas as
áreas”, disse DeJoy. “Uma mensagem para os empregadores é considerar a
importância disso, mesmo que a empresa não seja considerada de alto
risco”, afirma.
A pesquisa também mostra que acidentes de trabalho podem ser suscitados
por algo a nível organizacional. Ou seja, os gerentes não devem culpar
sempre o trabalhador braçal pela situação, e sim olhar para si mesmo e
se perguntar: “O que estou fazendo ao nível da organização para
contribuir com este problema?”
Fonte: Hypescience
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